01Mulher e mãe sozinha
Rondônia vive hoje a segunda maior taxa de feminicídio do Brasil: 2,9 mortes para cada 100 mil mulheres, atrás apenas do Acre — e um crescimento de 66% em um único ano, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026. O estado também registra a segunda maior taxa geral de estupro do país e a terceira maior quando o recorte é só entre mulheres. E não para aí: o descumprimento de medidas protetivas de urgência cresceu 38,2% em Rondônia — o maior salto do Brasil, prova de que a proteção no papel não está virando proteção na prática.
Como deputada federal, meu trabalho é legislar sobre isso em Brasília — não é gestão de delegacia, é fazer e fortalecer a lei que todo estado é obrigado a seguir. Em 2026 a Lei Maria da Penha completa 20 anos, e ainda precisa de reforço: mais rigor no cumprimento das medidas protetivas, integração de dados entre estados e prazo mais curto para resposta. Também é no Congresso que se vota o Orçamento da União — é lá que decido, com meu mandato, quanto dinheiro federal vai para creche, para casa de acolhimento e para renda de mulher em situação de violência (Bolsa Família, BPC, linhas de crédito para mãe empreendedora). E é ali que uso emenda parlamentar — a verba que cada deputado tem direito de destinar — para levar creche, CRAS e centro de acolhimento para os municípios de Rondônia que mais precisam.
02Segurança pública
Rondônia foi um dos sete estados brasileiros onde a violência letal cresceu em 2025 — alta de 7,5%, enquanto o país inteiro caía. E, como já vimos, é o estado onde medida protetiva menos está sendo cumprida.
Segurança do dia a dia — policiamento, delegacia, investigação — é responsabilidade do governo do estado. Mas o deputado federal tem um papel decisivo por trás disso: é o Congresso que define, no Orçamento da União, quanto o Fundo Nacional de Segurança Pública repassa para os estados equiparem a delegacia da mulher, a patrulha Maria da Penha e o treinamento de policiais. É lá que se legisla sobre crime — endurecer pena, criar tipo penal, mudar prazo processual. E é o mandato federal que fiscaliza se essa verba, depois de liberada por Brasília, realmente chega e é bem usada no estado. Vou brigar por mais recursos federais chegando à ponta e acompanhar de perto se eles estão sendo bem usados.
03Saúde pública
Quem mora no interior de Rondônia conhece o problema: percorrer o estado inteiro atrás de uma consulta, um exame ou uma cirurgia. Mesmo com hospitais regionais novos, como o de Guajará-Mirim, a distância entre o paciente e o atendimento continua sendo um dos maiores gargalos da saúde rondoniense — reconhecido até nos planos de governo estaduais mais recentes.
O SUS é um sistema federal, financiado majoritariamente com dinheiro que passa pelo Congresso Nacional. Isso significa que parte real do meu trabalho como deputada federal é votar o piso constitucional da saúde e brigar para que ele não seja reduzido, fiscalizar se a verba federal enviada a Rondônia está virando UPA, UBS e hospital regional de verdade, e usar emenda parlamentar para levar equipamentos, ambulâncias e telemedicina para os municípios que não têm especialista por perto. Também é em Brasília que se legisla sobre programas como o de interiorização de médicos — essencial para quem vive longe da capital.
04Educação
Rondônia teve avanço real: o Ideb (nota que mede a qualidade da educação básica) subiu de 5,6 para 6,1 nos anos iniciais do fundamental entre 2023 e 2025 — o melhor resultado da história do estado nessa etapa. Mas nos anos finais do fundamental a nota está travada em 4,8 há dois ciclos seguidos, e no ensino médio, travada em 4,2. Ou seja: a criança pequena está aprendendo mais, mas o adolescente está sendo deixado pra trás.
O piso salarial do professor e o Fundeb — o fundo que garante o dinheiro da educação básica em todo o Brasil — são leis federais, votadas e fiscalizadas pelo Congresso. Como deputada, vou defender a valorização de verdade do professor (salário justo, formação continuada) e usar emenda parlamentar para levar reforma de escolas, quadras cobertas e internet para a escola pública de Rondônia — principalmente as que atendem o ensino fundamental final e o ensino médio, onde o resultado mostra que a estrutura ainda está devendo.
05Juventude e primeiro emprego
Rondônia tem um dos menores índices gerais de desemprego do Brasil — girando entre 2,6% e 3,7% nos últimos trimestres, um dos melhores números do país. Mas esse número esconde duas coisas: primeiro, o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil é hoje 11,4%, quase o dobro da taxa geral (5,6%) — um padrão nacional que também pesa sobre o jovem rondoniense; segundo, o trabalho no estado é mais informal do que a média do país (28,4% dos trabalhadores por conta própria, contra 25,5% no Brasil), o que significa emprego sem carteira, sem 13º, sem férias, sem INSS. E entre jovens negras, o problema é ainda mais grave: a desocupação chega a 24,7% na faixa de 14 a 17 anos.
Não faltam oportunidades em Rondônia — falta fazê-las chegar, com carteira assinada, para quem mais precisa. A Lei da Aprendizagem e a Lei do Estágio são leis federais que eu, como deputada, posso fortalecer para abrir mais vagas de primeiro emprego com garantia de direitos. Também é no orçamento da União que se decide o investimento em cursos técnicos gratuitos (Pronatec e afins) e em ensino médio integrado à formação profissional. Vou usar emenda parlamentar para ampliar as vagas de qualificação profissional em Rondônia e cobrar das empresas que recebem incentivo federal que contratem — de verdade — o jovem rondoniense.
06Mandato presente
Gabinete que atende, visita e volta — não só em outubro de ano eleitoral. Presença é isso: aparecer quando não tem palanque nem holofote. Um mandato federal não precisa significar distância: significa usar o poder de Brasília — leis, orçamento, fiscalização e emenda parlamentar — a favor de quem vive no interior de Rondônia, e prestar contas disso o ano inteiro, não só na campanha.
Fontes: 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026) — Fórum Brasileiro de Segurança Pública; relatório "Retrato dos Feminicídios no Brasil" (FBSP, 2026); IBGE/PNAD Contínua (2025-2026); Inep/MEC — Ideb 2025; Rede Multiatores MUDE com Elas / Ceert (2026); Portal da Câmara dos Deputados — atribuições do deputado federal.